Periodicidade: Diária - Director: Armando Alves - 28/05/2020.
 
 
PROTOIRO
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11 de Maio de 2020

Plano de Propostas face à pandemia do Covid 19

ProToiro apresenta Plano de Propostas face à pandemia do Covid 19 e pede touradas a partir de 1 de junho

 

A ProToiro quer que no dia 1 de junho os espetáculos tauromáquicos já estejam de volta. Propõe ainda ao Governo 21 medidas específicas para o setor da tauromaquia e que ainda não foram contempladas nos planos de apoio governamentais. 

Lisboa, 11 de maio de 2020,

 

Dia 15 de maio é o dia da revisão periódica, por parte do Governo, no âmbito da pandemia do Covid 19, e como tal, a Protoiro quer ver as Corridas de regresso.

O setor tauromáquico já tem um plano traçado para apresentar ao Governo e, assim como a retoma do futebol e do teatro que vão acontecer a 1 de junho, as corridas de toiros devem merecem o mesmo enquadramento.

Este plano já foi apresentado ao Presidente da República, numa audiência que decorreu este sábado, no palácio de Belém.

Algumas das propostas feitas pela ProToiro que são de caráter urgente, como por exemplo, a suspensão ou moratória do pagamento de contribuições fiscais dos artistas, empresários tauromáquicos e ganadeiros, durante o período de paragem da atividade. Como, também, o apoio social de sobrevivência para os artistas impedidos de exercer a sua profissão, durante a vigência da proibição dos espetáculos.

A isenção do pagamento de IMI das praças de Toiros durante o ano de 2020 e a criação de uma linha financeira de apoio à alimentação e manutenção dos cavalos ao encargo dos artistas e para a sua preparação técnica e artística, durante o período de paragem de atividade, são também duas medidas urgentes.

Para Nuno Pardal, Presidente da Associação Nacional de Toureiros, “os artistas tauromáquicos estão completamente desprotegidos, nesta fase de impedimento da atividade, e é urgente que o governo tome medidas adaptadas a esta realidade cultural”.

É importante sublinhar o pedido da inserção dos media especializados do setor taurino no plano de apoios aos media definido pelo Governo.
 

A ProToiro quis, também, propor ao Governo algumas medidas para a retoma da atividade, tais como, a transmissão de 5 espetáculos tauromáquicos em 2020 via canal público de televisão (RTP), em vez das 2 transmissões já anunciadas pela Direção de Programas.
 

 

A ProToiro, através da Associação Portuguesa dos Empresários Tauromáquicos (APET), garante que as praças de toiros têm capacidade de aplicar as medidas sanitárias que o governo definiu para as salas de espetáculos. A quase totalidade das praças são abertas e têm lugares marcados, permitindo garantir o distanciamento social. Além disso as praças serão sempre desinfetadas antes de todos os espetáculos, o público terá de usar máscaras obrigatoriamente. Desinfetantes vão ser dados à porta e a temperatura será medida assim que cada espectador chegar. A APET garante também o teste de todos os envolvidos no espetáculo, de acordo com as instruções da DGS. No âmbito do Covid-19, touros e cavalos não são elementos de risco à saúde pública. 

Dentro das regras já definidas pela Direção Geral de Saúde, não há razão para que, na revisão periódica do Governo para o próximo mês, não se defina 1 de Junho como a data de início de reabertura das praças porque estas reúnem condições para tal”, diz o Presidente do Empresários Tauromáquicos, Paulo Pessoa de Carvalho. 

Há propostas estruturais, pedidas pela ProToiro, com o objetivo de robustecer esta área cultural, nas próximas temporadas, como por exemplo, inserir a transmissão de pelo menos 7 corridas de toiros anuais, nas obrigações relativas à área cultural, no Contrato de Serviço Público de Televisão, como todas as outras áreas culturais tuteladas pelo Ministério da Cultura.

A criação de um programa sobre tauromaquia na rádio pública (Antena 1), o regresso de um programa de Tauromaquia à RTP2, são, também, duas propostas colocadas em cima da mesa para apreciação do Governo, tal como a criação de um programa de Apoio às Artes Tauromáquicas, no Ministério da Cultura, uma vez que a tauromaquia é a única área tutelada que não é contemplada com este tipo de apoios públicos.