Periodicidade: Diária - Director: Armando Alves - 22/10/2018.
 
 
IMAGENS E CRÓNICA DA CORRIDA DO REDONDO
IMAGENS E CRÓNICA DA CORRIDA DO REDONDO
06 de Outubro de 2018


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© 2018, Armando Alves



A arte de tourear mansos

Decorreu ontem no Redondo a tradicional corrida do 5 de Outubro, pelas 17 horas. O Mano a mano de Luís Rouxinol e Vítor Ribeiro conseguiu encher cerca de 3/4 do coliseu. As pegas ficaram a cargo dos Grupos de Forcados de Portalegre, Redondo e Beja, capitaneados respetivamente por Gonçalo Louro, Hugo Figueira e Miguel Sampaio.  Os toiros, da ganadaria Brito Paes, tinham boa apresentação, mas deixaram muito a desejar em relação à sua bravura. Dirigiu a corrida o Delegado Técnico Tauromáquico Agostinho Borges.

A tarde iniciou-se com Luís Rouxinol frente a um animal bem constituído e musculado de 505 kg. Nos ferros compridos não esteve bem, tendo estes sido cravados muito de lado. Teve um bom segundo curto e o terceiro, numa sorte à tira. O Quarto ferro curto, numa sorte de violino podia ter sido muito bom, mas terminou com um toque na garupa do cavalo. Terminou esta lide de “aquecimento” com um palmito de bom tom. Para a primeira pega, entrou em praça pelo GFA de Portalegre, o forcado Fábio Mourato, que consumou uma boa pega à primeira tentativa. Luís Rouxinol e Fábio Mourato deram volta à arena.

Seguiu-se Vítor Ribeiro frente a um toiro de 500 kg que saiu lançado dos curros e ignorou os capotes, virando rapidamente a sua atenção para o cavalo. Apesar desta entrada não foi um toiro que desse muito trabalho. Vítor Ribeiro começou bem logo nos compridos, com o primeiro muito bom. Destaque para o terceiro e quinto curtos, também muito bem colocados. Para a primeira pega do GFA do Redondo foi à cara o forcado Jorge Gato, que esteve muito bem no momento da reunião e consumou a pega ao primeiro intento. Vítor Ribeiro e Jorge Gato deram volta à arena.

Regressa Rouxinol, desta vez frente a um oponente de 510 kg, grande e bravo à saída dos curros mas fraco nas patas traseiras. Luís Rouxinol, nesta lide esteve melhor do que na primeira, com 2 bons ferros compridos, um terceiro curto numa sorte à tira bom, e um quarto após uma suave batida ao piton contrário muito bom. Terminou a sua segunda lide com um palmito e um par de bandarilhas, ambos de muito bom tom. Pelo GFA de Beja, pegou o forcado Paulo, consumando a pega apenas ao 2º intento. O Cavaleiro e o forcado tiveram direito a volta à arena.

Para Vítor Ribeiro estava reservado o toiro mais manso da corrida, alto e musculado mas que cedo recolheu a terrenos de tábuas e não colaborou durante toda a lide. Foi neste toiro que Vítor Ribeiro mostrou verdadeiramente o seu valor, apesar de ter falhado o primeiro ferro comprido, não desanimou e apesar do fraco oponente que saiu em sorte conseguiu realizar uma boa lide. Destaques para o segundo ferro curto cravado após uma batida ao piton contrário muito marcada e para o último ferro da lide, que resultou muito bem. Para a segunda pega do GFA de Portalegre, foi à cara o forcado Marco Raimundo com uma pega consumada à primeira tentativa. Cavaleiro e forcado deram volta à arena.

Na sua última lide, Rouxinol esteve frente a um toiro alto e bem constituído com a córnea bastante larga. Nesta, que foi a melhor lide de Rouxinol, esteve bem nos ferros compridos mas foi nos curtos que mostrou o seu valor, com um primeiro curto muito bom e o terceiro que foi um ferro de destaque. Cravou um palmito de muito boa nota e um par de bandarilhas ao som das palmas do público. Terminou, a pedido do público, com mais um palmito excelente. Nas duas primeiras lides Rouxinol nunca comprometeu, mas também não conseguiu transmitir ao público a emoção do costume. Melhorou na terceira lide, mas ainda assim, não foi a sua tarde. Para a pega deste exemplar regressou à praça o GFA do Redondo, com uma pega consumada à primeira tentativa por Luís Feiteirona. Rouxinol e Luís Feiteirona deram volta à arena.

Para a última Lide da tarde entrou Vítor Ribeiro frente ao maior toiro da tarde, muito bem constituído e alto. Não esteve muito bem nos ferros compridos que resultaram um pouco laterais, mas melhorou nos ferros curtos. O segundo curto, cravado após uma forte batida ao piton contrário foi muito bom. Também o quarto e quinto ferros desta lide tiveram direito a destaque. Vítor Ribeiro esteve de forma correta e ritmada em todas as suas lides, e conseguiu triunfar frente a um curro de toiros que não colaborava com os cavaleiros. Para a última e melhor pega da tarde saiu Francisco Patanita pelo GFA de Beja, com a pega consumada à primeira tentativa. Vítor Ribeiro e Francisco Patanita deram volta à arena.

Crónica: ANA SILVA

Fotos: ARMANDO ALVES