Periodicidade: Diária - Director: Armando Alves - 18/02/2019.
 
 
IMAGENS E CRÓNICA DO FESTIVAL DE MOURÃO
IMAGENS E CRÓNICA DO FESTIVAL DE MOURÃO
01 de Fevereiro de 2019


A presente obra está protegida ao abrigo do Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos.
A utilização não autorizada pode configurar a prática de um crime de usurpação ou contrafação (arto.s 195o e
196o do CDADC) para além de incorrer em irresponsabilidade civil conducente a um pedido de
indemnização.
© 2018, Armando Alves



A primeira da época e nós estivemos lá

Iniciou-se hoje, 1 de Fevereiro, como já manda a tradição, a temporada taurina em Portugal, em Mourão. A corrida teve inicio cerca de 20 minutos depois da hora marcada devido a todas as dúvidas existentes, àquela hora, em relação às condições ambientais que se iam sentir durante a tarde.

Iniciou-se então a primeira tarde de toiros de 2019 dirigida pelo diretor tauromáquico Agostinho Borges.

Entrou em praça o matador Pepe Luís Vázquez para a lide do primeiro novilho do ano, um novilho um pouco mais fraco do que os restantes do curro mas bem constituído e bastante bravo, o toureiro não soube aproveitar o oponente que lhe calhou em sorte. Não foi de todo uma lide bem conseguida, sendo que foi demasiado curta e ao início do terceiro tércio, o toiro não tinha nenhum ferro cravado no seu dorso. O “estoque” ficou colocado muito ao lado. Pepe não teve direito a volta à arena.

Em segundo lugar, Octávio Chacón esteve frente a um novilho alto, bem constituído e bastante bravo, investiu durante toda a lide! Chacón começou a sua lide com um primeiro tércio onde conseguiu correr bem o toiro, percebeu com que tipo de animal estava a lidar e partiu daí para uma boa lide. No segundo tércio foram cravados três pares de bandarilhas sendo que o último foi o melhor.  No último tércio, o momento fulcral da faena, conseguiu demonstrar a sua garra e bravura com um “Pase de Pecho” muito bem conseguido, talvez o melhor da tarde. Terminou a sua lide com o “estoque bem cravado no sítio certo. Teve direito a música e volta à arena.

Para o terceiro novilho, um animal alto, mas que podia ter mais músculo, ainda que bastante bravo, entrou na arena Nuno Casquinha, que iniciou a sua lide com alguns bons lances de capote, mas foi no segundo tércio que se destacou com dois pares de bandarilhas perfeitos. No último tércio também esteve muito bem, e, ainda que tenha sido um pouco prolongado, conseguiu arrancar alguns “olés!” do público. O final podia ter sido melhor, pois apesar do “estoque” ter sido bem colocado, Nuno Casquinha escorregou, perdeu a muleta e teve de fugir para não ser colhido. Teve direito a Música e volta à arena como já era de esperar.

Román esteve frente ao quarto novilho da tarde, um toiro com trapio, encorpado e, como todo o curro, bastante bravo. Esteve bem durante toda a sua lide, fez bons lances e bons passes, apenas no segundo tércio esteve um pouco mais fraco, pois apenas um par foi bem colocado. Apesar de ter tido um oponente com o qual poderia ter arriscado mais, e não o ter aproveitado, Román esteve bem, não desiludiu os aficionados e teve uma lide correta.

Para o último novilho lidado a pé, entrou na arena Manolo Vázquez. O novilho, com trapio e alto, foi bem “corrido” pelo novilheiro, que terminou o primeiro tércio com uma “revolera” bem conseguida. No tércio das bandarilhas não esteve muito bem, o segundo par ficou muito descaído e no terceiro apenas ficou cravada uma bandarilha e muito próxima da cabeça do novilho. Teve alguns passes de muleta bons, mas a “espada” ficou muito descaída. Manolo teve direito a música e volta à arena.

Por fim, entrou em praça a Cavaleira Ana Rita que enfrentou um novilho alto, musculado e com trapio. Ao longo de toda a lide teve um toureio com muita emoção, conseguiu chegar muito facilmente ao publico! O segundo ferro comprido foi um ferro de muito boa nota e, ao iniciar os ferros curtos, Ana Rita teve um pequeno incidente resultante da queda que sofreu do seu cavalo, mas rapidamente se recuperou e voltou à arena com mais vontade ainda de triunfar nesta tarde de inverno. Esteve muito bem nos ferros curtos e terminou com dois violinos excelentes, que já são a sua imagem de marca!

Para a primeira pega do ano, pelo GFA de Monsaraz, foi à cara o forcado Mauro Carrilho, que consumou a pega ao primeiro intento. Ana Rita teve direito a música durante a sua lide e foi acompanhada por Mauro Carrilho na volta à arena.

Terminou assim uma tarde de toiros de inverno, que esteve muito perto de não acontecer, ainda assim, Mourão registou uma casa com cerca de ¾ da lotação. Adaptemos o ditado popular à nossa tauromaquia e esperemos que de facto estejamos a entrar numa boa temporada taurina!  Um de Fevereiro molhado, temporada abençoada. E que venha ela!

Crónica: ANA SILVA

Fotos: ARMANDO ALVES