Periodicidade: Diária - Director: Armando Alves - 22/03/2019.
 
 
IMAGENS E CRÓNICA DO FESTIVAL DO DIA DA TAUROMAQUIA
IMAGENS E CRÓNICA DO FESTIVAL DO DIA DA TAUROMAQUIA
25 de Fevereiro de 2019


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© 2018, Armando Alves
 
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Rostos da praça



Excelente dia de divulgação da tauromaquia

Festival Dia da Tauromaquia- Crónica

 

O Festival do Dia da Tauromaquia, triunfou pela adesão do público, que conferiu à Praça de Touros do Campo Pequeno uma moldura de” Plaza casi llena”.

É de salientar, como referiu o Presidente da PróToiro, que este dia, era um dia de celebração, como tal, o condicionante das lides a duo, devem ser relativadas.

António Ribeiro Telles e João Ribeiro Telles, lidaram um nobre Passanha com acerto destacam-se nos últimos ferros de palmos. Muito aplaudidos pelo público no evoluir da lide.

Rui Salvador e Francisco Palha, perante um novilho de David Ribeiro Telles, o qual volteou aparatosamente Rui Salvador, reservando momentos de susto para todos. Antes deste momento, o primeiro curto a receber, foi extremamente bem conseguido por Rui Salvador.

Francisco Palha, conseguiu mostrar o conceito de toureio com verdade e entusiasmou os tendidos, quando cravando com marcação ao pitón.

O Prudêncio, lidado por Luís Rouxinol e Filipe Gonçalves era manso e reservado, assim a lide pautou pela quebra no ritmo, ainda assim estes dois cavaleiros, estiveram por em cima da matéria exposta, facto esse comprovado, quando Luís Rouxinol cravou um violino, passando entre tábuas e novilho.

Filipe Gonçalves também mostrou empenho e trabalho na lide. Na ferragem curta evidenciou-se cravando ao pitón, ainda que para que para conseguir, o cavaleiro fosse obrigado a realizar várias passagens em falso.

Resumindo, a lide foi comprometida pela mansidão do astado, mas bem resolvida pelos dois cavaleiros.

João Moura Júnior e Rui Fernandes, foram a dupla mais coesa, o que lhes permitiu maior destaque.

A lide que executada ao novilho de Romão Tenório fez com que tivessem sempre o público entusiasmado.

Na ferragem comprida, ambos cravaram duas tiras e culminaram nos curtos com dois palmos pedidos pela audiência, apesar da longa tarde, já ir no seu final.

As pegas foram realizadas por uma seleção de Forcados da Associação de Forcados, tendo Hugo Figueira do GFA do Redondo pegado à 4ºtentativa, Márcio Chapa do GFA Tertúlia Tauromáquica do Montijo a consumar à 1ª, João Paulo Damásio do GFA Montijo à 3ª e Manuel Pires do GFA do Ramo Grande a fechar-se no 1º intento.

Dos matadores que compuseram o cartel, António João Ferreira, teve pela frente Calejo Pires, que rapidamente recusou-se e o matador apenas mostrou a sua técnica nos naturais rematados de peito. Nada mais foi permitido.

Nuno Casquinha, de capote com verónicas e revolera ao Condessa de Sobral. Casquinha aplicou-se em todos os tércios. Na muleta andou coerente, sendo este, o matador mais favorecido pelas características do oponente, características essas, que soube aproveitar para desenvolver a sua lide.

Manuel Dias Gomes, foi variado no capote mas o Falé Filipe, foi-se reservado ao longo da lide, obrigando a um decréscimo na qualidade da mesma.

No início do festival realizou-se uma bonita homenagem póstuma ao cavaleiro Joaquim Bastinhas, com todos os toureiros que atuaram no Festival, envolvidos na realização da mesma.

Crónica: SÓNIA BATISTA

Fotos: ARMANDO ALVES