Periodicidade: Diária - Director: Armando Alves - 19/04/2019.
 
 
ESCOLA DE TOUREIO DA AZAMBUJA
ESCOLA DE TOUREIO DA AZAMBUJA
10 de Fevereiro de 2019

Fotos e entrevista num dia de treino

O Forcadilhas e Toiros esteve presente na Associação A Poisada do Campino, na Azambuja, que foi recentemente nomeada pelo o jornal ''O Mirante '' Personalidade do ano para a Tauromaquia pela contribuição que tem dado à festa brava e cultura.

Entre eventos taurinos, colóquios, feira de Maio, da Azambuja tambem faz parte o Grupo de forcados da Azambuja e a Escola de Toureiro a Pé. Foi nesta última que assistimos a uma aula pratica de Toureiro de salão e no final tivemos à conversa com o professor Fábio Machado e o Presidente da Associação Joaquim Campino.

FT- Quando foi fundada a Escola? Quais são os Princípios transmitidos?

JC- A escola inicialmente começou em 1949, pelo Sr. Etelvino Laureano juntamente com o Sr. António Salema. Depois disso apareceram varias pessoas como o Senhor Carlos Pimentel, Ana Maria e outros mais, mas a apresentação como Escola mesmo foi no dia 27 de Outubro de 1967 na praça de toiros de Azambuja juntamente com os Forcados. Os princípios a transmitir são as tradições, a nossa cultura e os valores aos mais novos.

FM- Na minha opinião a escola não forma só toureiros, a escola ensina os valores e princípios, para alem de tudo. Os bons profissionais sabem-se respeitar uns aos outros. Além de tudo o resto podem sair de aqui bons bandarilheiros, podem sair apenas bons aficionados, o que é facto é que seguem em bons caminhos porque o caminho de Toureiro são ambientes saudáveis, aqui é um privilégio quando os alunos entram e podem ter um conjunto de valores que transportam para a sua vida pessoal. Eu posso dizer que a mim, quando eu comecei, o Maestro José Julio, na Escola de Vila Franca, ensinou-me para além dos primeiros passos tive que tive como toureiro, ensinou-me como respeitar os outros entre muitas coisas que nós ao longo dos nossos dias sem ser a Tauromaquia temos que aprender e notam-se os miúdos de 15/16 anos com mais maturidade que outros.

FT- Notam algum aumento na adesão de alunos?

JC - Presentemente temos 14 alunos, no qual convém referir que alguns são estudantes em escolas profissionais, mas quando tem a possibilidade aparecem. Temos tido uma adesão maior que a normal, tem aparecido miúdos novos, crianças novas e é esse o nosso objectivo, ter cada vez mais alunos que passem aqui bons momentos e que possivelmente serão um dia Matadores de toiros ou toureiros ou bandarilheiros.

FT-A juventude tem futuro na arte de Tourear?

JC- Penso que sim posso dizer que aqui na Escola de Toureiro há pelos o menos 12 alunos que passaram pela escola e que estão no ativo hoje em dia com vários cavaleiros.

FT- A figura feminina tem a possibilidade de vingar neste meio? Notam adesão por parte de jovens de sexo Feminino?

FM- Sim cada vez mais, mas não só pela arte em si do Toureiro a pé, e acho muito bem acho que tanto o homem como a mulher tem a possibilidade de seguir esta arte.

FT- Qual o principal obstáculo ao futuro da juventude na Tauromaquia?

FM - Para ser Matador de Toiros o principal obstáculo no nosso pais é que não podemos exercer a nossa profissão e esse obstáculo só podemos superar fora do nosso pais, para poder matar toiros temos que sair do nosso pais, será esse o principal obstáculo. Com tanta dificuldade que existe e tantos toureiros, torna-se difícil para poder seguir a carreira em Espanha, para poder obter as oportunidades em Espanha, é muito difícil.

Por vezes aparecem pessoas que dizem valer a pena apostar em Espanha e temos exemplos da nossa Tauromaquia Portuguesa que estão a vingar em Espanha.

Mas realmente fecham as portas, maior parte das vezes estão os espanhóis e só depois os Portugueses e isso vive-se cada vez.

Nós por exemplo para poder ir a Espanha neste momento com a escola temos que dar intercâmbios, nós damos uma novilhada em Portugal e depois vamos lá a outra novilhada. De outra maneira é impossível a entrada em Espanha.

Texto e fotos: MÓNICA SANTA BÁRBARA