Periodicidade: Diária - Director: Armando Alves - 15/12/2017.
 
 
O QUE ANDAMOS NÓS AQUI A FAZER - PARTE 2
O QUE ANDAMOS NÓS AQUI A FAZER - PARTE 2
20 de Fevereiro de 2017

A nossa análise ao Bullfest

O QUE ANDAMOS NÓS AQUI A FAZER

Parte 2 – Bullfest

Confesso que desde o inicio não me entusiasmei com o titulo em Inglês de uma tradição tão portuguesa, no entanto acho bem e não me faz “cócegas” nenhumas ler corrida de toiros em inglês, francês ou alemão nos cartazes que anunciam os espectáulos. No entanto, foi uma aposta, uma ideia, um arriscar e sendo assim acho que só temos que apoiar.

Depois de alguns, demasiados para ser mais correctos, emails trocados entre as partes envolvidas no bullfest, e resolvidas algumas questões que poderão e deverão ser evitáveis, nomeadamente a questão de donativos transformados em bilhetes para oferta, bem como a proposta de presença comercial, eis que surge o grande dia.

Sábado 9 da manhã e o rumo foi campo pequeno com o carro cheio, 2 adultos e 3 menores, sendo que no total efectuei reservas de 7 bilhetes.

Já li alguém se queixar com as acreditações para circular com livre-trânsito durante as actividades, devo dizer que só deve ter acontecido a essa criatura, pois logo que chegávamos á porta do campo pequeno eramos encaminhados para levantar a dita acreditação.

Começámos pelos insufláveis ao que se seguiu um vasto programa de actividades para miúdos e graúdos, sempre sem confusões, tudo ordeiro e arrumado em seu sitio, deu gosto ver crianças sentadas do chão a ver os fantoches, deu gosto ver a praça cheia de crianças a fazer pegas, dar lances de capote, brincar com muletas, sempre com um sorriso rasgado nos lábios.

Quanto ao festival taurino, foi agradável de se ver, não foi monótono, houve momentos muito interessantes de toureio a cavalo e apeado, dignos de um começo de época.

Mas como em tudo na vida, é claro que existem aspectos a melhorar, a sala onde passou o filme sobre a Torrinha era demasiado pequeno para tantos curiosos a quererem assistir, o fado se calhar tinha sido ouvido pelo dobro das pessoas, horários que não foram cumpridos, preços elevados dos bilhetes, mas que diabo, será que nenhum de nós nunca falhou em algo que tivesse organizado pela primeira e pela segunda vez? Será que nos nossos empregos (para quem os tem, á aqueles que se limitam a dizer mal e vivem do “ar”) por vezes ainda hoje não falhamos? Será que a ideia não foi boa? Esperem, se calhar não foi boa porque a ideia foi do vizinho e não foi minha! Se calhar a ideia não foi boa porque a praça não estando cheia estava bastante composta! Se calhar não foi boa porque eu só me limito a dizer mal e a inventar quando alguém fez algo em concreto e eu não faço porra nenhuma! Se calhar não foi boa porque as minhas fontes me enganaram e diziam que aquilo ia ser um fiasco completo!

Pois bem, aos profetas da desgraça, alguns nem foram vistos por lá e diga-se que também não fizeram lá falta nenhuma, ganhem juízo, não se refugiem em comentários ou escritas de alguém que pela primeira vez foi a um evento taurino se calhar mandatado para dizer mal, abram os cordões á bolsa e organizem este ou outro tipo de eventos, façam melhor ou pelo menos igual, não se armem em “calimeros”, deixem-se de invenções fantasmagóricas, deixem-se de fontes que apenas resultam na ânsia de querer mostrar aquilo que não o são nem nunca serão.

E já agora, embora ande neste “mundo” á relativamente pouco tempo, apenas lhes digo que ainda alguns de vocês não eram nascidos e já o Armando passava dias na praça de toiros de Cascais.

Resta-me apenas dizer para os profetas da desgraça O QUE ANDAM VOÇÊS AQUI A FAZER PORRA!