Periodicidade: Diária - Director: Armando Alves - 19/01/2019.
 
 
UMA PEGA À SENHORA MINISTRA
UMA PEGA À SENHORA MINISTRA
13 de Dezembro de 2018

A Ministra das calinadas a quem tudo se tem perdoado

Se numa primeira investida a Ministra da Cultura proferiu a respeito da Tauromaquia: ”Não é uma questão de gosto, é uma questão de civilização!”

Numa segunda investida e ao ser recebida no átrio do Cineteatro Capitólio, no Parque Mayer, por uma banda de música que tocava um ‘Paso Doble’, a Ministra da Cultura fez uma piada, de péssimo gosto, referindo: "Quando entrei até me assustei, porque receei que me estivessem a levar para uma tourada".

Se já me chocava que uma Ministra tente impor a todo o custo os seus gostos pessoais (dos quais eu não comungo nem em género, nem em número) e que assim não defende a cultura do meu País; também nunca pensei que ao nível pessoal a Senhora admitisse publicamente uma personalidade tão básica que assuma como facto que fosse “levada” ou que se “deixava levar”; não obstante, garanto-lhe que se fosse levada para uma corrida de toiros teria muito que aprender, adquiriria cultura que é o que nós temos de mais e que a Senhora tem, efectivamente, de menos!

Relembro que em 2009, José Sócrates teve o cuidado de pedir desculpa, no final do debate do Estado da Nação; da cadeira de primeiro-ministro, depois do seu ministro da economia Manuel Pinho ter respondido a um comentário vindo da bancada comunista com um gesto de cornos. Até José Sócrates considerou "injustificável" o comportamento do seu, então ministro da Economia, Manuel Pinho.

Ora aqui não somos nós que lhe fazemos gestos “ injustificáveis”; mas é a Senhora Ministra que teima em pisar a tauromaquia; mas repito-lhe “a corrida de toiros à portuguesa constituiu uma manifestação singular e de originalidade da cultura lusa” (ERC).

Como André Silva (deputado do PAN) defende aliando-se com a PETA, entre os ditados populares que têm correspondência para português; sugerem estes que em vez de dizermos que vamos “pegar o touro pelos cornos”, digamos antes que se “pegue nas flores pelos espinhos”; e que em vez de se “matar dois coelhos de uma cajadada só”, se diga “alimentar dois pássaros com um scone”.

Pois bem, Senhora Ministra da Cultura eu digo que por muitos “berros” que possamos ouvir, por aqui continuaremos a pegar os toiros pelos cornos; e como não é nem com uma, nem com duas, nem com três cajadadas que matam os coelhos; eu Isabel Margarida Coelho, citarei todos os toiros e vacas que forem necessários, pegarei todos pelos cornos; porque na minha cultura aprendi que não vai toiro nenhum vivo para dentro... e quanto às flores, ou seja, às rosas não tenho medo de pegar todas pelos espinhos, porque mesmo que morra a sangrar de tantos espinhos cravados em mim ( vindos dessas Rosas tresmalhadas); morrerei a lutar, com raça e galhardia; porque até ao fim dos meus dias defenderei a Festa Brava e todas as actividades económicas   subjacentes à Tauromaquia!

Isabel Margarida Coelho