Periodicidade: Diária - Director: Armando Alves - 20/06/2019.
 
 
TOIROS 50 IMAGENS DE 5 FOTÓGRAFOS
TOIROS 50 IMAGENS DE 5 FOTÓGRAFOS
10 de Janeiro de 2019


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© 2018, Armando Alves



As nossas melhores escolhas da temporada de 2018!

Toiro Bravo descende de um animal primitivo com a denominação de Auroque. O Auroque era um animal de comportamento agressivo e grande estatura. O último exemplar de Auroque foi caçado em 1627, e extinguiu-se no século XVII.

O Toiro Bravo atual, aquele que vemos ser lidado nas praças, descendeu deste animal e apenas continua a existir nos países onde se realizam espetáculos Tauromáquicos porque é para isso que o toiro bravo é utilizado.

Ao longo dos anos o toiro bravo foi modificado geneticamente para apresentar uma maior bravura e características mais favoráveis ao seu toureio, seja ele a cavalo ou apeado. Um touro para ser lidado a pé é muito diferente daquele que vai ser lidado a cavalo e isso está relacionado com a casta de onde provém, existem ganadarias que apenas criam toiros para toureio a cavalo, outras que criam apenas para toureio a pé, e aquelas que conseguem criar toiros bons para os dois tipos de toureio.

Em termos técnicos, um toiro bravo é um bovino de pequena estatura, e cuja carne não é de tão grande qualidade como outros bovinos que temos no nosso país, isto é, com toda a polémica em redor das touradas, os anti taurinos esquecem-se que ninguém vai criar toiros bravos pelo simples prazer de os ver a campo e que para produzir qualquer produto de origem bovina compensa muito mais criar raças destinadas a esses fins.

No mundo da tauromaquia, o Toiro é o elemento mais respeitado por todos os envolvidos na Festa, e isso verifica-se pela forma como é tratado antes de entrar na arena, durante a lide, e depois da sair da arena. Um toiro bravo pode viver entre 4 a 6 anos no campo, num ecossistema único, e com uma qualidade de vida que mais nenhum animal no nosso país tem, ao passo que um animal de outra raça vive 1 a 2 anos sem ver a luz do sol em espaços apertados, alimentando-se apenas de farinha para depois ir para o matadouro. Se me perguntassem a mim, eu preferia ser um Touro Bravo.

Sobre a importância da existência da tauromaquia para a existência do toiro bravo se manter era possível escrever vários livros, mas este pequeno texto já nos possibilita reforçar a ideia de que sem Touradas os Toiros não existiam. O Ser Humano já condenou muitos animais à extinção, o Toiro Bravo não vai ser mais um!

 

TEXTO:   Ana Silva

FOTOGRAFIAS:  Armando Alves, Sofia Almeida, Mónica Sta. Bárbara, Ana Direito e João Rodrigues Carvalho